Guia da conversa · uso interno

Diagnóstico de diversidade com a Bluma

Olga, este é o seu apoio pra conversa com a Vanessa. Lê o começo antes e deixa as perguntas abertas no celular durante a reunião.

📅 09/10/2026 🎙️ Conduz: Olga (ISQ) 💬 Responde: Vanessa Martins (Diversidade, Bluma)

1Em 1 minuto

O que a Bluma pediu

Não é um letramento nem uma formação pontual. A Bluma quer uma estratégia para se tornar uma empresa referência em raça, no nível da Natura. Isso passa por:

Compromisso públicomanifesto e metas assumidas
Estruturaquem cuida, como decide, com que recursos
Dadossaber quem é quem, e medir
Programaformação e ações para todos os públicos

Onde eles estão hoje

Bem no começo, pela própria Vanessa: não têm dado racial dos colaboradores nem das Especialistas, não têm conteúdo de formação e não têm grupo de afinidade. E tudo bem: é exatamente por isso que chamaram a gente.

O que é amanhã

Só diagnóstico. Entender onde estão, o que já existe e onde dói. Nada de proposta, formato ou preço. A proposta vem depois, construída com o que a Vanessa contar.

2O racional

Por que nós

O Murilo liderou boa parte da transição que a Natura fez na perspectiva de raça. A Bluma quer chegar onde a Natura chegou, e procurou quem fez esse caminho por dentro. O ISQ traz a formação e a vivência com as trancistas, que já é a primeira categoria afrocentrada do app. A gente vai trabalhar junto: o SALVE LAB assina a proposta e nós dois aplicamos.

Por que ouvir antes de propor

Um programa desse tamanho só funciona se encaixar na realidade da empresa: quem patrocina, o quanto a Natura manda, o que já deu errado. Se a gente propuser antes de ouvir, vira pacote pronto, e pacote pronto é o que eles podem comprar de qualquer consultoria. Nosso diferencial é desenhar a partir do que eles têm.

O caminho

Conversa de amanhã → o Murilo manda um e-mail pedindo os materiais → síntese do diagnóstico → proposta → contrato direto entre SALVE LAB e Bluma.

3Sair da reunião sabendo

Se você sair com essas cinco coisas, a conversa valeu:

Por que agora, e até onde a liderança está disposta a ir. A Diana, líder geral da Bluma, estava na primeira reunião.
Quanto eles podem investir, de onde vem o recurso e como preferem contratar.
O que eles têm de dados, e por qual caminho a gente consegue o resto: cadastro, onboarding ou campanha.
Se existem casos de racismo registrados, e como foram tratados.
Que ambição eles têm para a parte pública: manifesto, compromisso, metas divulgadas.

4Abertura sugerida

"Hoje a ideia é mais ouvir do que falar. A gente quer entender onde a Bluma está nessa pauta, o que já existe, o que falta e onde dói, pra depois desenhar uma proposta que faça sentido pra realidade de vocês, e não um pacote pronto.

O Murilo liderou boa parte da transição que a Natura fez na perspectiva de raça, e o ISQ traz a formação e a vivência com as trancistas. A gente vai fazer isso junto.

Nada do que você contar aqui sai da gente com nome de pessoa. Se tiver algo sensível, pode falar à vontade."

5As perguntas

⭐ Cada bloco alimenta uma parte da proposta, e a faixa verde mostra qual. Se o tempo apertar, faça os blocos com ⭐: o resto a gente pede por e-mail ou leva para uma segunda conversa. Toque na pergunta para marcar como feita.
0 de 0
A. Ambição e prioridades ⭐ essencial

Para a propostaO objetivo do programa, o que entra na primeira fase e como medir sucesso.

B. Orçamento e contratação ⭐ essencial

Para a propostaO tamanho do projeto, como dividir em fases e para quem a proposta precisa convencer.

C. Estrutura e patrocínio ⭐ essencial

Para a propostaA governança: quem decide, quem executa e onde o programa mora.

D. Dados: de onde partimos e como chegar ⭐ essencial

Para a propostaO plano de dados: qual caminho usar para cada público (cadastro, onboarding ou campanha), quem autoriza e quanto tempo leva. Sem dado não tem meta nem compromisso público.

O que já existe

Como a gente consegue o dado

E. Denúncias e casos ⭐ essencial

Para a propostaA frente de proteção: protocolo de resposta, regras de conduta para Especialistas e clientes, e o tamanho do risco.

Bloco delicado. Pergunte com calma e não peça nomes nem detalhes que identifiquem alguém.

F. O que já existe se der tempo

Para a propostaO que aproveitar em vez de começar do zero, e uma possível primeira ação no 20/11.

G. Compromisso público se der tempo

Para a propostaManifesto e metas: quando assumir publicamente e com que metas. Deixe a Vanessa dizer quais são as metas; não cite números da Natura de memória.

H. Públicos e o app se der tempo

Para a propostaO escopo: quem o programa alcança e se o próprio app entra como frente de trabalho.

Fechamento 5 min

6Cuidados

7O que vamos pedir

Você não precisa pedir um por um: só avise que o Murilo vai mandar a lista por e-mail. Fica aqui para você saber o que vem. Se ela citar algum desses na conversa, pergunte se pode mandar.

  1. Organograma, pelo menos até o nível de gerência.
  2. Número de colaboradores por área e por nível.
  3. Número de Especialistas ativas no app, por cidade.
  4. Qualquer censo, autodeclaração ou pesquisa de clima com recorte racial (agregado).
  5. Código de conduta e políticas de diversidade ou antidiscriminação.
  6. Números agregados do canal de denúncia sobre racismo nos últimos 12 meses.
  7. Materiais de formações ou letramentos já feitos.
  8. Metas da Natura que a Bluma adotou ou quer adotar.
  9. Calendário de datas e eventos previstos, incluindo o 20/11.
  10. Quais sistemas guardam o cadastro de colaboradores e de Especialistas, e quem é o responsável por cada um.
  11. Faixa de orçamento, de onde vem o recurso e quando fecha o planejamento de 2027.

Saber que algo não existe também é diagnóstico. Sem pressão para eles produzirem o que não têm.

8Depois da reunião

Me manda suas anotações no mesmo dia, nem que seja por áudio. O que mais importa:

  • as frases exatas da Vanessa;
  • o que ela disse sobre a Diana e o patrocínio;
  • qualquer coisa sobre denúncias;
  • o que te surpreendeu.

Com isso eu mando o e-mail dos pedidos e começo a desenhar a proposta. Obrigado, Olga 🙏🏾